Dois adolescentes infratores foram espancados dentro dos alojamentos das unidades da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) em Salvador e no CIA-Aeroporto. Segundo a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), órgão responsável pela gestão das Cases, eles foram agredidos por outros adolescentes por conta de rivalidades entre grupos.
O caso mais recente aconteceu na última sexta-feira (25) quando quatro adolescentes agrediram outro garoto no alojamento da Case CIA. De acordo com a Fundac, os adolescentes foram contidos pelos socioeducadores de plantão, e a vítima agredida socorrida e encaminhada para um hospital.
"A gerência da unidade tomou todas as providências para apurar as causas da agressão, encaminhar os adolescentes à delegacia para registro da ocorrência e promoveu a imediata abertura de processo disciplinar", informou o órgão através de nota.
Ainda de acordo com a Fundação, foi descoberto ainda que a vítima tinha rivalidade com o grupo desde antes da entrada deles naquela unidade.
"A Fundac promoveu todas as medidas necessárias ao restabelecimento da ordem, assim como o atendimento médico imediato e adequado do adolescente, que continua internado em observação. Sua família já foi contatada e encaminhada ao hospital para que pudesse acompanhar sua recuperação", diz a nota.
A idade do jovem agredido, seu estado de saúde e hospital onde está internado não foram informados pela Fundac. Segundo a instituição, a divulgação de informações de adolescentes em cumprimento das medidas socioeducativas de semiliberdade e internação é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
Outra agressão
O outro caso aconteceu no dia 25 de maio na Case Salvador quando um adolescente foi agredido por um grupo rival. Ele foi encaminhado para atendimento médico e está se recuperando, acompanhado da família e de profissionais da Fundac. A instituição informou que os agressores foram identificados, processos disciplinares foram instaurados e encaminhados ao Juiz da Infância e Juventude.
A Fundac afirma que em ambos os casos foram aplicados procedimentos de segurança necessários à contenção da violência, atendimento imediato aos agredidos e apuração dos episódios de hostilidade. "Também foram adotadas medidas administrativas de investigação dos motivos que levaram ao ataque e adotadas medidas disciplinares, internas, para sanção dos envolvidos".
Ainda em nota, a instituição afirma que agressões promovidas por grupos dentro das comunidades são atípicas e que há um procedimento padrão e medidas preventivas implantadas para inibir tais ocorrências. O tipo de medida e as circunstâncias aplicadas internamente não foram divulgadas.
