Cansados de assaltos, comerciantes da Bahia colocam avisos de perigo


Cansados do aumento na quantidade de assaltos a lojas, os empresários de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, resolveram fazer um protesto diferente. Nesta quinta-feira (4), diversas lojas do centro da cidade amanheceram com cartazes e avisos que diziam: "Eu já fui assaltado. O próximo pode ser você".
Segundo dados da Polícia Militar (PM), no primeiro semestre deste ano, foram registrados 155 crimes, um aumento de 32% em relação ao mesmo período de 2015, quando ocorreram 118 assaltos no mesmo período.
A loja do comerciante Eduardo Lacerda abre todos os dias, mas o cliente só entra depois que ele libera a trava eletrônica que instalou na porta. Ele tomou essa medida depois que o estabelecimento foi assaltado, uma semana após ser inaugurado. "Entrou um menino de bicicleta e levou as coisas o caixa. Por questão de segurança, a gente decidiu colocar uma trava para inibir as pessoas de entrar”, contou.

Uma loja de uma rede varejista, também localizada no centro da cidade, já foi assaltada cinco vezes. Para tentar resolver a situação, eles contrataram segurança particular e determinaram uma regra: não pode entrar na loja usando capacete ou qualquer equipamento que impossibilite a identificação da pessoa.
Elisangêla Pivotto, proprietária de dois estabelecimentos, diz que os assaltos são constantes em Luís Eduardo Magalhães. "Um vez por dia, pelo menos uma loja é assaltada na cidade. Não fica um dia sem ocorrer um assalto ou uma tentativa", conta.
A empresária conta há cerca de dois meses, o número de policiais na rua havia sido aumentado, o que amenizou a situação. "Só que os policiais sumiram, e assim que eles saíram, teve uma avalanche de assalto. A gente está trabalhando de porta fechada, não sabe quem é cliente ou quem é ladrão", acrescenta.
Para tentar encontrar uma solução, os empresários se uniram, criaram um grupo por onde se comunicam, que já conta com 150 integrantes, e passaram a discutir medidas. A primeira ação foi colocar os avisos nas vitrines das lojas, como protesto, mas eles querem mais. “A princípio, uma das reivindicações é a volta dos policiais, que é uma solução para amenizar nosso problema de imediato", destaca Elisangêla.
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