Familia e amigos atribuem morte de jovem em aguas claras a disputa de facções


morte de Samuel Felipe Pereira, 21 anos, chocou os moradores da Rua Direta da Caixa D'água, em Águas Claras, onde ele morava. Samuel foi morto a tiros dentro de uma lan house no domingo (31) e a suspeita da família e dos amigos é que a morte tenha sido motivada por uma disputa entre facções.
De acordo com moradores, a rua onde ele mora é dominada pela Katiara e os autores do crime seriam ligados ao Bonde do Maluco (BDM). “Mataram simplesmente porque aqui é outra facção, só por isso. O menino era inocente”, afirmou um morador, que preferiu o anonimato.
Ainda segundo moradores, algumas pessoas evitavam passar pela área onde fica a lan house por causa do medo da violência. A família afirma que Samuel não tinha envolvimento com a criminalidade e por isso não temia represálias. “Meu irmão passava por lá porque ele não tinha nada a ver. Ele era o conselheiro dos outros meninos. Tem gente que acredita que todo mundo que não é da igreja é de facção”, afirmou o irmão Jocsã Felipe Pereira, 17.
A mãe de Samuel, a quituteira Edmarise Felipe Pereira, 46, afirmou que o filho era trabalhador e que estava procurando emprego para ajudá-la. “Tudo que ele fazia era por mim e pelos irmãos, o sonho dele era me ajudar a reformar a minha casa. Mas ele não conseguiu”, afirmou.
Samuel tinha nove irmãos e, segundo a mãe, era ligado à religião. “Todos foram criados num lar evangélico”, disse. Há 15 dias foi batizado na Assembléia de Deus. Amigos da igreja se reuniram na casa da família nesta segunda-feira (1º) para dar apoio. O corpo de Samuel será enterrado nesta terça-feira (2).
Um vídeo registrou a ação dos suspeitos de matar Samuel. Enquanto um, de capacete, desce da moto e entra na lan house para executar o jovem, outro, de boné azul, espera do lado de fora, na motocicleta. Depois dos tiros, os dois saem em fuga. Em seguida, populares chegam ao local para verificar o que aconteceu.  
De acordo com moradores, um dos homens que aparecem no vídeo é conhecido como Cachinho Silva, o Caverna, que efetuou os disparos. O piloto seria Neto Seaway.
Segundo a polícia, Samuel Felipe não é traficante e nem possui registros em delegacia por outros crimes. A polícia investiga se o rapaz foi morto por ele ser próximo a pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Homicídios Central, coordenada pelo delegado Marcelo Sansão, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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