Era mais um dia de trabalho para o pedreiro Claudionor Nogueira da Silva, que fazia as caixas da laje de uma casa em construção em frente ao local onde mora, em Jundiapeba, distrito de Mogi das Cruzes. A concentração no trabalho braçal foi tirada por um grito de socorro que vinha da vizinha, na casa a frente: Rayná Alcântara, de 21 anos, grávida de 9 meses, sentia constrações e pedia ajuda. Em meio ao concreto e as treliças, o pedreiro não pensou duas vezes. Desceu do telhado o mais rápido que pode e atravessou a rua. Ao abrir o portão da casa já encontrou a vizinha Rayná no chão, já em trabalho de parto. Mãe e bebê foram levados para a Santa Casa e devem receber alta nesta quinta-feira (16).
"Na minha cabeça, eu ia levá-la para o hospital. Mas lembrei que meu carro estava sem gasolina, então já pedi pra um vizinho preparar um carro. Quando fui socorrê-la, ela já estava deitada no chão do quintal, e a cabeça da criança já estava aparecendo. Não deu tempo nem de pensar. Segurei a cabeça do bebê e pedi pra ela fazer força", contou o pedreiro.
O nascimento foi na segunda-feira pela manhã, mas a emoção e o choque só deixaram Claudionor falar sobre o assunto alguns dias depois. "Na hora eu não senti medo, nojo, nada. Eu tenho quatro filhos e lembro de querer assistir o parto deles, mas acabei não indo porque tinha medo de passar mal e desmaiar. Me surpreendi, porque foi instinto mesmo. Desde o nascimento eu estou muito emocionado, nem consegui dormir", contou.
O nascimento foi na segunda-feira pela manhã, mas a emoção e o choque só deixaram Claudionor falar sobre o assunto alguns dias depois. "Na hora eu não senti medo, nojo, nada. Eu tenho quatro filhos e lembro de querer assistir o parto deles, mas acabei não indo porque tinha medo de passar mal e desmaiar. Me surpreendi, porque foi instinto mesmo. Desde o nascimento eu estou muito emocionado, nem consegui dormir", contou.
O bebê, William Brian, nasceu com 3,3 kg, de parto normal no quintal de casa. "Desde a hora que eu cheguei, até ele sair inteiro, foram uns quatro minutos. Ai ele não chorava. Eu lembrei dos filmes e novela em que os médicos batem na bundinha do bebê e fiz isso. Dai ele chorou e parou de ficar roxinho", detalhou.
O pedreiro sentou ao lado da mãe, aquecendo o bebê, que ainda estava ligado ao cordão umbilical. "Os outros vizinhos chamaram o Corpo de Bombeiros e Samu e ficamos ali sentados esperando até eles chegarem. Foi uma emoção muito grande, fazia tempo que eu não segurava um bebê no colo", brincou o homem que já é pai de quatro filhos.
A essa altura, outros vizinhos já haviam se juntado para ajudar a família. Trouxeram cobertor, lençois e ajudaram a acalmar a mãe. "Foi um susto, mas eu já sabia que não ia dar tempo. De madrugada eu senti uma dor, mas foi fraca. De manhã, senti três contrações e na quarta fui buscar ajuda. Eu estava com meus filhos mais novos em casa", contou Rayná.
Mãe e bebê foram levados para a Santa Casa de Mogi das Cruzes, onde passaram por atendimento médico. "Ele está bem, é muito saudável. Estou feliz que tenha dado tudo certo", disse a jovem de 21 anos.
A essa altura, outros vizinhos já haviam se juntado para ajudar a família. Trouxeram cobertor, lençois e ajudaram a acalmar a mãe. "Foi um susto, mas eu já sabia que não ia dar tempo. De madrugada eu senti uma dor, mas foi fraca. De manhã, senti três contrações e na quarta fui buscar ajuda. Eu estava com meus filhos mais novos em casa", contou Rayná.
Mãe e bebê foram levados para a Santa Casa de Mogi das Cruzes, onde passaram por atendimento médico. "Ele está bem, é muito saudável. Estou feliz que tenha dado tudo certo", disse a jovem de 21 anos.


