Marcelo Odebrecht diz que pôs R$ 300 milhões à disposição do PT de 2008 a 2014





O empreiteiro Marcelo Odebrecht disse no depoimento
ao Tribunal Superior Eleitoral que pôs R$ 300 milhões à disposição do PT entre
2008 e 2014 e que doou metade desse dinheiro à campanha de reeleição de Dilma
Rousseff. O empresário não detalhou quanto desse valor era caixa dois.


Marcelo Odebrecht também relatou repasses ao senador
Aécio Neves (PSDB-MG), mas não esclareceu se a origem foi caixa um ou caixa
dois. Ele também falou sobre um jantar com o então vice-presidente Michel
Temer, mas negou ter tratado de valores de campanha.


O depoimento de Marcelo Odebrecht era para
esclarecer se houve dinheiro de caixa dois na campanha da chapa Dilma-Temer de
2014.


O ex-presidente da Odebrecht foi ouvido por quatro
horas pelo ministro Herman Benjamim, relator da ação proposta pelo PSDB no
Tribunal Superior Eleitoral.


As suspeitas são de abuso de poder econômico e político,
o que significa que podem ter existido gastos de campanha acima do informado à
Justiça Eleitoral, doações por meio de propina vindas de empreiteiras
contratadas pela Petrobras e o pagamento indevido a gráficas contratadas pela
campanha de Dilma.


As gráficas foram alvo de uma operação da Polícia
Federal em dezembro, e um laudo feito por peritos do TSE concluiu que as
gráficas não conseguiram provar que realmente fizeram os serviços que foram
pagos pela coordenação da campanha.


O depoimento de Marcelo Odebrecht ainda é sigiloso.
A TV Globo confirmou com várias fontes os trechos mais importantes do que ele
falou ao ministro Herman Benjamin.


Marcelo Odebrecht confirmou no depoimento uma doação
de R$ 150 milhões à campanha de Dilma Rousseff em 2014, mas não deu detalhes de
quanto desse valor era caixa dois. Pelo menos R$ 50 milhões, segundo Marcelo,
foram uma contrapartida pela aprovação de uma medida provisória do refis, que
beneficiou a Odebrecht. PMDB


O delator também confirmou no depoimento que a
construtora deu dinheiro ao PMDB. As doações para o partido foram discutidas em
um jantar com o então vice presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, mas,
segundo Marcelo, ele não discutiu valores diretamente com Temer.



Marcelo Odebrecht disse que acredita que o valor
repassado foi definido no mesmo dia em uma conversa entre o ministro licenciado
da Casa Civil, Eliseu Padilha e o ex-diretor da empreiteira Claudio Melo Filho,
que também fez delação premiada. Em sua colaboração, que veio a público em
dezembro, Claudio Melo disse que o valor da doação feita a pedido do PMDB foi
de R$ 10 milhões
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