Elon Musk,
presidente-executivo da Tesla, insultou o rival Mark Zuckerberg, fundador do
Facebook, em um debate entre os influenciadores da tecnologia sobre os perigos
do desenvolvimento da inteligência artificial – mais especificamente, se os
robôs se tornarão espertos o suficiente para matar seus criadores humanos.
"Sua
compreensão do assunto é limitada", disse Musk nesta terça-feira (25) em
seu perfil no Twitter em resposta ao fundador do Facebook, cujo algoritmo e
outras tecnologias revolucionaram as redes sociais e conquistaram mais de 2
bilhões de usuários ativos por mês.
Anteriormente,
Zuckerberg havia sido questionado sobre os pontos de vista de Musk sobre os
perigos representados por robôs. Em sua resposta, Zuckerberg refutou a ideia de
"negadores", cujos "cenários apocalípticos" sobre o assunto
são "irresponsáveis".
Zuckerberg e
Musk, que também é presidente-executivo da empresa de foguetes espaciais
SpaceX, têm trocado farpas à distância nos últimos dias sobre os perigos da
inteligência artificial (IA). Os dois discordam sobre a necessidade de uma
regulamentação governamental mais rígida para a tecnologia.
Musk disse
em uma reunião de governadores norte-americanos em julho que os potenciais
perigos da inteligência artificial não são tão imaginários e que eles deveriam
regulamentar a IA.
"Eu
continuo soando o alarme, mas até que as pessoas vejam robôs na rua matando
pessoas, eles não sabem como reagir, porque parece tão etéreo", disse
Musk, de acordo com um vídeo do evento. "IA é um risco fundamental para a
existência da civilização humana".
No domingo
(23), Zuckerberg fez uma transmissão de vídeo ao vivo pelo Facebook para
responder a perguntas de usuários quando alguém pediu para que ele ponderasse
sobre os comentários de Musk.
"Estou
realmente otimista", respondeu, "e (não entendo) as pessoas negadoras
que tentam pintar esses cenários apocalípticos. (...) É realmente negativo e,
de certa forma, acho que é bastante irresponsável", afirmou Zuckerberg.).
O presidente-executivo do Facebook disse que a
inteligência artificial poderia resultar em melhores diagnósticos de doenças e
na eliminação de destroços de carros, por exemplo, e que não via com "boa
consciência" as pessoas que poderiam querer retardar o desenvolvimento da
IA através de regulamentação
