'Dani Bumbum', suspeita de fazer procedimento em empresária que morreu, se apresenta na delegacia.




Suspeita conhecida como "Dani Bumbum" se entrega na delegacia  
Foto: Reprodução GloboNews




Danielle Candido Cardoso, conhecida como "Dani Bumbum" ou "Dani Sereia", de 37 anos, se apresentou na tarde desta terça-feira (16) na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). A mulher era procurada pela polícia por suspeita de ter realizado procedimento estético ilegal em empresária que morreu.





O delegado titular da delegacia na Zona Norte do Rio, Roberto Ramos, disse à GloboNews que "Dani Bumbum" já tinha passagem pela polícia, em 2015, por posse de substâncias injetáveis proibidas. Na época, o caso foi registrado na 64ª DP (São João de Meriti).





Antes da suspeita se entregar, policiais da delegacia de Ricardo de Albuquerque fizeram buscas na casa dela, no bairro Santa Elias, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O mandado de prisão contra "Dani Bumbum" foi expedido nesta segunda-feira (15).





"Dani Bumbum" é a principal suspeitar de realizar um procedimento estético que resultou na morte da microempresária Fernanda de Assis, de 29 anos. O corpo de Fernanda foi enterrado nesta terça-feira num cemitério em Ricardo de Albuquerque.





A investigação indicou que vítima realizou um preenchimento de glúteos no dia 4 de outubro e morreu no sábado (13), após sofrer uma parada cardiorrespiratória em casa.









Dois dias depois das cirurgias na microempresária, apareceram bolhas nas nádegas de Fernanda e, uma semana depois, edemas na boca a impediam de falar.





Na decisão que decretou a prisão temporária da suspeita, a juíza Livia Bechara de Castro destacou que testemunhas reconheceram Danielle e, além da prisão, autorizou busca e apreensão na casa e local de trabalho da mulher para "evitar que provas sejam destruídas e outras testemunhas coagidas".





Outras vítimas de 'Dani Bumbum'
Ainda nesta terça, outras duas mulheres estiveram na delegacia em Ricardo de Albuquerque prestar queixa contra "Dani Bumbum". Elas contaram à GloboNews que também fizeram procedimentos com a suspeita e disseram que tiveram complicações após o serviço.





Conforme os relatos, ao fazer as intervenções as supostas vítimas acreditaram que Daniela estava utilizando a substância conhecida como metacril. No entanto, segundo as mulheres, depois elas descobriram que era silicone industrial. Uma das mulheres diz também que chegou a injetar 1,5 litros da substância.


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